Set 9

Os refugiados, as ações e as informações

A Europa (aquela que todos facilmente criticam, mas que é a construção democrática mais ambiciosa da história da Humanidade e aquela que ofereceu ao continente o seu mais longo período de paz) encontra as suas mais profundas fundações no respeito e defesa ativa pelos valores da paz, da liberdade, da igualdade, dos Direitos Humanos. Assim, a postura face aos refugiados políticos e refugiados da guerra tem de ser a de, respeitando as pertinentes regras, os acolher, proteger e procurar colaborar na sua busca por uma vida digna.

Tem de nos chocar a todos as ações contra os referidos refugiados; ações que revelam uma falta de humanismo (e de humanidade), que não são representativos dos valores europeus. Tal como nos deve chocar a todos os comentários baseados na falta de informação, na ignorância ou na pura imbecilidade – como os das teorias da conspiração ou das generalizações não fundamentadas. Não podemos aceitar opiniões que sejam baseadas em títulos de notícias ou em fontes de seriedade duvidosa. A democracia tem preço – e, parte dele passa pela necessidade de nos informarmos convenientemente (o que dá trabalho) para podermos contribuir ativamente para a comunidade.

Como país de emigrantes (e imigrantes) e com uma história também recheada de solidadariedade e ajuda ao próximo, Portugal não pode ficar alheio a esta realidade. Não fiquemos de braços cruzados. Não fiquemos calados.